Opressão no Liberdade. Mulher acusa guardas de violência
Guardas civis que atuavam no Espaço Liberdade, no Jardim Liberdade, são acusados por Maria Celina da Silva Nascimento de abuso de autoridade e espancamento. Celina tem 45 anos e conta que estava com seu filho Samuel, de 12 anos, e um sobrinho (não identificado) no espaço, no dia 14 de Janeiro. Por volta das 16h, a família estaria consumindo frutas próximo ao campo de futebol. Neste momento, os guardas civis André, Everton e Silvana teriam abordado a família, apontado armas para o filho de Celina, e realizado uma abordagem violenta contra Celina.

Ironilto do Nascimento e a mulher Maria Celina do Nascimento, que acusa guardas de agressão. Polícia Civil abriu inquérito para apurar acusação. Foto: Semanário
Maria Celina foi até o Semanário, onde, extremamente nervosa relatou: “Fui xingada de prostituta pra baixo, e me batiam tanto que achei que fosse morrer”. Após contar sua versão em nossa redação, Celina sofreu um ataque epilético, sendo amparada, acalmada e medicada pelo marido, Ironilto do Nascimento. Ele conta que o incidente a deixou traumatizada. “Desde o dia que ela apanhou, não dorme tranquila, se debate na cama e está extremamente nervosa. Se você fala muito no assunto perto dela acontece isso que você viu (referindo-se ao ataque)”.
Dois dias depois do incidente, Ironilto levou sua mulher para atendimento na Santa Casa, que emitiu laudo confirmando a presença de hematomas e declarando diagnóstico de agressão física.
O boletim de ocorrência feito no dia do incidente registra como vítimas os guardas, acusando Celina de desacato, resistência e, ainda diz haver sido encontrados um cachimbo artesanal e objetos que sugerem uso de drogas, o que é negado por Celina e seu marido, Ironilto. “Ela tem problemas sérios de saúde, toma remédios fortes e nunca usou drogas”. No boletim não consta declaração de Maria Celina, o que foi contestado pelo marido junto a Promotoria de Justiça. Como resultado, foi emitido um ofício pela promotora Renata Lúcia Mota Rivitti, ao delegado seccional de Jacareí Roberto Martins de Barros, solicitando que sejam tomadas declarações de Maria Celina. Em resposta, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar a denúncia.
“Eu quero a expulsão destes covardes. Eu acredito nos bons policiais, mais os maus policiais tem que pagar”, protesta Ironilto. A família declara que não tem condições de bancar advogados, mas se diz disposta a lutar por justiça.
O delegado assistente da Delegacia Seccional de Jacareí, Talis Prado Pinto, explica que no procedimento do inquérito, será feita uma apuração dos fatos e as partes serão ouvidas.
Maria Celina protocolou, também, um pedido ao prefeito Hamilton Mota para avaliar o caso.
A Guarda Municipal preferiu manter a orientação da Prefeitura de não comentar o assunto, exceto por meio da Secretaria de Comunicação da Prefeitura. Tal orientação foi reafirmada pela secretaria da Guarda durante o fechamento desta matéria. Como em todas as semanas, fizemos contato com a Comunicação, sem retorno. Através da Secretaria de Comunicação, a Prefeitura opta por não comentar qualquer assunto para o Semanário, além de impedir que os departamentos públicos subordinados a ela o façam. Esta postura é imposta desde 8 de outubro de 2004, ocasião da reeleição do ex-prefeito Marco Aurélio de Souza (PT) (2667 dias).
Veja também:
Maria Celina terá que provar na Justiça que foi agredida (3/2/12)

Espaço Liberdade, onde Maria Celina denuncia ter ocorrido abuso de autoridade. Foto: Semanáio



que absurdo, esses infelizes não estão na policia para nos defender de nada tem que fazer justiça , chega de impunidade, quem agora vai pagar pelo tratamento dessa mulher ? esses incapazes tem que ser expulsos da policia pois somos nos quem pagamos o salario deles….
a guarda civil esta certa, sa levarmos pro lado emocional acreditando tudo que a midia nos oferece, nunca vamos acreditar na nossa segurança, porém estamos enganados.
voce esta julgando os gcms sem saber do que ocorreu,se intere sobre o assunto,dai vc verá se essa senhora está dizendo a verdade
contra fatos e provas nao a argumentos . assim eh dito na legislaçao, porem eu nao acredito que esses(a) guardas seriao burros a ponto de fazer isso num lugar movimentado como o espaço liberdade , eu freguento la a mais o menos uns 15 anos e nem antigamente quando era bem menos movimentado os guardas erao tao ingenuos de fazer isso uma hora essa da tarde , que a justiça seja feita , de ambos os lados.