A Cidade no Tempo – 2/12/2011

Publicado em 1/12/11 às 11h24
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1º – Em sessão extraordinária presidida pelo vereador José Antonio Miragaia, realizada na sala da Sociedade Literária (onde funcionava provisoriamente) “Pede a palavra o vereador Lopes Chaves e por ele foi dito que apenas vinha requerer que ficasse notificado um pequeno engano que se acha consignado na ata antecedente e na parte relativa ao terreno que esta Câmara ofereceu à Associação da Companhia Anônima da fábrica de meias que novamente se pretende levantar nesta cidade, e isto somente na parte em que fez a declaração de seus limites divisórios que, em vez de dizer-se: Francisco Pinto de Magalhães, fica ratificado do modo seguinte: — com terreno que foi do Doutor Hypólito de Oliveira Ramos, o que tudo foi ouvido pelo Presidente e por este submetido à votação foi unanimemente aprovada a emenda oferecida também foi aprovada.

O CASO – Na sessão ordinária do dia 15 de novembro de 1887, o vice-presidente o advogado José Antonio Miragaia, uma vez que o presidente Salvador de Oliveira Preto encontrava-se servindo a Junta de Alistamento Militar, pediu a palavra o vereador “Lopes Chaves e fez ver que a indústria de nosso município deveria ser tomada em consideração por esta Câmara, visto como uma das mais importantes que existe nesta cidade, como seja uma fábrica de meias, a qual, por motivos imprevistos, estava resolvida a mudança desta para a Corte (Rio de Janeiro); e que, devido a esforços de alguns patrióticos cidadãos desta cidade, achava-se preparando uma associação ou companhia anônima a fim de ficar a mesma nesta cidade, com cuja realização muito prosperaria este município, uma vez que da parte de seus habitantes houvessem (sic) patriotismo e que achando-se os membros desta associação lutando no campo das maiores dificuldades para formarem o respectivo capital, entendia ele vereador que esta Câmara deveria ser uma das primeiras a proteger a tão agigantada indústria e para isso oferecendo para patrimônio da mesma associação um terreno devoluto que possui na rua do Carmo com fundos até a rua do antigo cemitério deixando em suas extremidades laterais uma rua que de um lado divisa com o Capitão Francisco Lopes Chaves e de outro se não lhe falta a memória com o antigo proprietário Francisco Pinto de Magalhães. E que, se a Câmara aceitar, que seja autorizado que seja passada a respectiva escritura. Foi aprovado unanimemente.”

Obs.: Mantive, com pequena alteração na pontuação, o texto como se encontra registrado na ata desse dia, à página 82. Alguns parágrafos são muito longos e pode dificultar o entendimento.

NOTA – Em janeiro, após sete anos, esta coluna estará de férias!

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