Dinheiro Rosa (Coluna do Consumidor)

Publicado em 1/12/11 às 11h22
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Assalto a banco é atividade superada para bandido. A moda atual é arrombar ou explodir caixa eletrônico. Em contrapartida, para combater o ilícito, as máquinas de dinheiro passaram a expelir tinta rosa quando violadas, para marcar e identificar as notas subtraídas.

O possuidor de nota rosa provavelmente perderá dinheiro, pois é considerado participante (ainda que involuntário) da cadeia de receptação e, como regra geral, não tem direito à devolução da quantia ou troca da cédula no banco.
Portanto, o consumidor deve se acautelar e não aceitar troco em dinheiro manchado de rosa, já que é quase certo que não conseguirá substituí-lo na agência bancária.

Existem exceções, contudo. O dono de uma nota rosácea pode levá-la ao banco. A substituição não ocorrerá imediatamente. A instituição financeira encaminha a cédula para perícia no Banco Central do Brasil, às suas expensas.

O trâmite costuma demorar e somente com a conclusão do laudo no sentido de que o dinheiro não é proveniente de dispositivo de segurança é que o consumidor será ressarcido.

Quando a nota for recolhida para análise, o consumidor obviamente deve exigir uma cópia do termo de retenção de cédula para perícia do Banco Central, eis o documento que garantirá a possibilidade de indenização.

O ressarcimento imediato, sem necessidade de extrato ou boletim de ocorrência, só é garantido mesmo em uma hipótese – se a nota tisnada foi sacada no terminal de autoatendimento. Para tanto, o consumidor não deve sair da agência de forma alguma (se for final de semana, acionará o operador pelo telefone ao lado do caixa eletrônico) e solicitar a troca no mesmo instante.

Tal direito é conferido pela Circular nº 3.540, de 09 de junho de 2011, da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil.

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