Doenças Crônicas Não-transmissíveis (Coluna do Consumidor)

Publicado em 22/12/11 às 11h45
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As doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) dividem-se em quatro grandes grupos: moléstias circulatórias, respiratórias, câncer e diabetes.
Essas quatro classes juntas são responsáveis por 72% das mortes ocorridas no Brasil.

O extrato social mais atingido é a camada mais pobre da população, que pratica menos hábitos saudáveis, até mesmo pela deficiência de informação.

Todavia, é uma realidade que precisa ser mudada e cada agente público pode ser um despertador de consciências.

Existem quatro fatores de risco que podem ser modificados: consumo de tabaco e álcool, inatividade física, obesidade e alimentação pouco saudável.

Na última década, a taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório e respiratórias crônicas diminuiu 20%.

Não há dúvida de que os governantes têm relevante papel nessa conquista, mediante campanhas e legislações antitabagistas. Entretanto, as estatísticas mostram que ainda resta muito a ser feito, pois a taxa de morte por câncer e diabetes aumentou no último decênio.

Aliás, os números são alarmantes – 85% dos brasileiros são sedentários; menos de 20% dos consumidores ingerem cinco ou mais porções de frutas, legumes e vegetais por semana; quase 30% bebem refrigerante todos ou quase todos os dias da semana.

O Ministério da Saúde lançou um plano de ações estratégicas para o enfrentamento das DCNT nos próximos 10 anos.
Dele fazem parte o programa academia da saúde e a distribuição gratuita e contínua de 11 medicamentos para hipertensão e diabetes.

Cada cidadão deve procurar se informar na Secretaria Municipal de Saúde sobre a implantação desses projetos na sua cidade.
Em caso de omissão, pode ser registrada uma queixa na Ouvidoria-Geral do SUS, pelo telefone 0800-61-1997.

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