Furto de celulares (Coluna do Consumidor)

Furto de celulares (Coluna do Consumidor)

Publicado em 15/2/12 às 12h49
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O avanço da tecnologia proporciona pequenas maravilhas. É o caso do telefone celular, uma das invenções mais práticas da humanidade. Não é à toa que mais de 180 milhões de brasileiros possuem o aparelho.
Todavia, tudo que é bom também tem seus aspectos negativos e o telefone celular não deixa de ser alvo da cobiça dos amigos do alheio: anualmente, mais de um milhão de aparelhos são furtados em nosso país.
O problema é que o aparelho vai para a mão de criminosos, com registro de grande parte da vida do consumidor – lista de chamadas, agenda de contatos, e até trajetos habituais são obteníveis nos celulares com GPS.
Para evitar os inúmeros riscos que se pode imaginar, o consumidor pode adotar algumas cautelas simples. Para evitar a perda de informações importantes, deve periodicamente realizar uma cópia de segurança dos dados contidos no celular para um computador, com o programa fornecido pelo próprio fabricante do aparelho.
A segunda medida é guardar a nota fiscal do produto, enquanto o telefone celular estiver em uso, para comprovação posterior de sua propriedade, na hipótese de extravio, furto ou roubo. Aliás, nestes casos, o consumidor pode bloquear completamente o celular na rede telefônica, para não funcionar nem com outro chip.
Para isso, deve anotar o código IMEI escrito na parte de trás do aparelho, sob a bateria. Trata-se de uma identificação exclusiva de cada celular e tem nível internacional. O número também consta da etiqueta na caixa do produto, na nota fiscal ou pode ser localizada na própria tela (basta digitar *#06#).
Tão logo seja furtado, o proprietário do celular deve procurar o distrito policial para registrar o boletim de ocorrência. Em seguida, munido desse documento, da nota fiscal e do código IMEI, pode contatar a operadora telefônica e bloquear definitivamente o aparelho para todo o tipo de ligações.
O ladrão ficará frustrado: não conseguirá acessar os dados registrados no aparelho e mesmo com outro chip o celular não funciona. Na tela, constará somente uma mensagem de “aparelho bloqueado” e a logomarca do fabricante.

• José Luiz Bednarski é Promotor de Justiça da Cidadania e Consumidor

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