Viagem área com cães (Coluna do Consumidor)

Viagem área com cães (Coluna do Consumidor)

Publicado em 16/4/12 às 12h57
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Viajar com amigos é uma grande cilada. Da mesma forma que uma boa companhia torna qualquer viagem agradável, muitas amizades sepultam-se ou fenecem durante um período mais estreito de convivência, em que ficam evidenciadas diferenças inconciliáveis no desfrute do lazer. 

No entanto, há um amigo de viagem cuja presença dificilmente será fonte de dissabor ou arrependimento – o seu melhor amigo, aquele que lhe devota uma fidelidade canina e que ficará contente em todo lugar que estiver consigo.
Isso não significa que viajar com o cão de estimação seja uma tarefa fácil, pois existem muitos requisitos a cumprir, a começar pelo acondicionamento do animal em caixa especial, que será transportada no compartimento de bagagens.
A caixa deve ser de material resistente (fibra), com tamanho adequado para o cachorro conseguir girar inteiramente em seu próprio eixo. Se o voo durar mais de 12 horas, faz-se necessária a equipagem apropriada de água e comida no compartimento.
Excepcionalmente, o cão pode ser autorizado a viajar na cabine de passageiros, como é o caso de filhotes, raças de pequeno porte e cão-guia para deficientes visuais. As regras variam de acordo com a fornecedora do serviço de transporte aéreo.
Se o embarque não for doméstico, o consumidor deve providenciar a emissão pelo Ministério da Agricultura de certificado zoossanitário internacional, além de previamente verificar as normas para ingresso do animal de estimação no país de destino, que também variam de um local para outro. Por exemplo, algumas alfândegas segregam o bicho em quarentena, outras solicitam exame sorológico para confirmação da eficiência da vacina de combate à raiva.
Porém, como documentos básicos, constantes de qualquer listagem de exigências mínimas, constam invariavelmente o atestado de saúde fornecido pelo médico veterinário (emitido menos de 03 dias antes do embarque) e o certificado de vacinação contra raiva (com prazo mínimo de 30 dias de antecedência em relação à viagem).
O porta-malas do avião possui condições ambientais parecidas com as da cabine de passageiros. Portanto, o dono não precisa tapar os ouvidos do cãozinho com algodão, o que serviria apenas para incomodá-lo. A única precaução pertinente é escrever os dados pessoais na caixa de transporte, para facilitar a localização em caso de extravio.

• José Luiz Bednarski é Promotor de Justiça da Cidadania e Consumidor

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