Quais os efeitos da queda da taxa de juros para o consumidor?

Quais os efeitos da queda da taxa de juros para o consumidor?

Publicado em 23/3/12 às 5h34
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Na ultima quarta-feira dia 07 de Março o Comitê de Política Monetária (COPOM) diminuiu a taxa básica de juros da economia de 10,5% para 9,75% mas quais os reais efeitos disso para o consumidor?
Em primeiro lugar é importante entender que esse instrumento do governo é chamado de politica monetária e que visa controlar a inflação e a quantidade de moeda em circulação no país além de aquecer a economia como foi o objetivo desta última decisão. Tudo isso para combater os efeitos da crise financeira mundial, da entrada dos importados e do real valorizado que acaba aumentando a vinda de produtos estrangeiros, prejudicando o desenvolvimento das indústrias nacionais e de nossas exportações. Além disso,pode ocasionar a temida desindustrialização que em resumo é o fechamento de empresas no país e por consequência a perda de empregos da população brasileira, ou seja, se você até o momento não imaginava que a diminuição na taxa básica de juros (a SELIC) não tinha nada a ver com a sua vida por não ser economista ou por não tralhar no mercado financeiro esse é um alerta para ficar mais atento a esses números e decisões que podem sim influenciar significativamente seu dia a dia.
Com a taxa de juros mais baixa os empréstimos a serem tomados pelos empresários ficam mais baratos incentivando a produção nacional e para o consumidor também, que atualmente está com os juros médios de 6,33%, o mais baixo da série histórica desde 1995. Com juros “baixos” a intenção é aquecer a economia, mas mesmo assim com essa queda ainda continuamos com os juros reais (SELIC- Inflação) mais altos do mundo (5,25%), por isso, todo cuidado é pouco. Por exemplo, enquanto as taxas de alguns instrumentos de crédito como cheque especial, empréstimo pessoal em bancos e financeiras vem diminuindo as do cartão de credito continuam nas alturas há mais de dois anos, ou seja, em média 10,69% ao mês ou 240% ao ano sendo atualmente,pelo mau uso dos consumidores de até 10 salários mínimo, o vilão número 1 do Orçamento dessas famílias. Só para se ter uma ideia uma dívida de 1.000 reais no rotativo do cartão de crédito pode dobrar em apenas 7 meses já o seu salário/pró-labore cresce nessa mesma velocidade?
Concluindo comprar é bom é importante para o Brasil alimenta a economia, mas não custa nada ter um bom planejamento financeiro para que não caia em “endividação” e consequentemente isso prejudique a sua Qualidade de Vida e de sua família em virtude de gastos do passado que podem se refletir em constantes e desagradáveis dores de cabeça no presente e no futuro.

Rogério Nakata é Planejador Financeiro Certificado pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, Embaixador CFP®, Agente Autônomo de Investimentos pela CVM ( Comissão de Valores Mobiliários) e Palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grande organizações em todo o Brasil.

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