Opinião de 5 de dezembro de 2014

Opinião de 5 de dezembro de 2014

Publicado em 5/12/14 às 1h58
Publicidade

Jogo sujo
Dilma é o dono da bola. Sim, aquele garoto marrento que chega na roda e, por ter o poder de brincar nas mãos, faz o jogo do seu jeito. De maneira que saia em vantagem, sempre ganhando. E é este status que Dilma e o PT conquistaram, confirmado ontem pela votação pela permissão para alterar a meta de superávit do Governo. A meta de superávit é um instrumento de confiabilidade dos mercados para com a economia brasileira – um artifício totalmente discutível, uma vez que surgiu sob um contexto de submissão ao Fundo Monetário Internacional.

Marionetes
A vergonha não está em contestar um artifício econômico que pode ser revisto – embora não estamos no melhor momento para desafiar investidores internacionais – a vergonha está na cara de pau com que ainda se fazem manobras no Congresso para fazer o jogo favorecer quem está no poder. Por mais que se pinte de maravilha o governo atual, mais uma vez dá tapa na cara da democracia ao ostentar poder de manobra dos marionetes (principalmente peemedebistas) do congresso. O fez antes com o Mensalão, e como vai se demonstrando ter feito com a Petrobrás.

Meios
Parece que alguns assumiram como verdade absoluta a ideia de que os fins justificam os meios, e para que um projeto ainda incerto de governo social (sim, é incerto) tome corpo, justifique-se anular princípios fundamentais e unânimes de caráter. E, como se não bastassem desvios comprovados, militantes dos ideais dos criminosos presos deram-se à uma subserviência religiosa cega e pagaram fiança de R$ 3 milhões para José Genoíno.

Ardil
Apesar de acusar a oposição de promover discurso odioso – usando ardilosamente uma técnica de associação de ideias negativas com quem não concorda com seus ideais – a situação, especificamente o partido que lidera o Executivo nacional, é quem sutilmente alimenta, a cada dia, o rancor partidário que divide o país. Mas agora, o PSDB resolveu assumir a guerra parlamentar – tarde, diga-se de passagem – e é como uma criança que esperneia sem muita chance de ganhar atenção a seu clamor, visto que é fácil controlá-lo à força.

E estamos todos à mercê desta bagunça

Comentários

Deixe um comentário

Publicidade