Audiência entre Chery e Sindicato termina sem acordo

Publicado em 24/4/15 às 4h31
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A audiência de conciliação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Chery terminou sem acordo. A montadora propôs um piso salarial de apenas R$ 1.732, contra R$ 2.500 reivindicados pelo Sindicato. Diante do impasse, a greve dos trabalhadores da Chery continua.

A audiência aconteceu na quarta-feira, dia 22, no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª. Região, em Campinas, e foi conduzida pela desembargadora-presidente Gisela Rodrigues Magalhães de Araújo e Moraes.

O TRT e o Ministério Público sugeriram um piso de R$ 1.850, mas a proposta foi recusada pela empresa e pelo Sindicato. Sem acordo, o caso agora vai para julgamento, em data a ser definida.

Os metalúrgicos da Chery estão em greve desde o dia 6 de abril. Entre as outras reivindicações da categoria estão a jornada de 40 horas semanais, convênio médico para familiares dos trabalhadores e fim da terceirização irregular. Com a greve, a produção do novo veículo Celer, lançado este mês pela Chery, está parada.

chery

“Esta já é uma das greves mais longas da categoria dos últimos anos e mostra que os metalúrgicos da Chery não aceitam a precarização do trabalho. Portanto, a greve vai continuar”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros.

A Chery explicou através de sua assessoria de imprensa que propôs um reajuste de 44,5% no atual piso salarial, que passaria a ser de R$ 1.732, mas o sindicato permaneceu irredutível. “Diante do impasse, o TRT e o Ministério Público sugeriram um piso de R$ 1.850, a partir de 01/04/2015, com retorno imediato dos funcionários ao trabalho (após assembleia) e futura negociação dos demais temas (inclusive reajuste salarial). A proposta será avaliada pela matriz da Chery, que poderá solicitar uma nova mesa redonda antes que o caso vá para julgamento, em data ainda a ser definida”, esclareceu a montadora.

 

Comentários

  1. Vanderlei

    A questão não é se os funcionários mereçam ou não ter uma melhor remuneração. Mas para tudo existe um limite! Manter uma empresa parada por tanto tempo é absurdo!
    Muitas empresas já deixaram ou encerram suas operações nos últimos anos em nossa região.
    É claro que o ideal seria achar uma saída negociada, mas isso é impossível quando se trata desse sindicato. O radicalismo imposto irá inviabilizar as operações dessa empresa na cidade.

    responder

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