Escritores jacareienses falam sobre Dia Nacional do Livro Infantil

Escritores jacareienses falam sobre Dia Nacional do Livro Infantil

Publicado em 17/4/15 às 11h48
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No sábado, dia 18 de abril, é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. Não por acaso, a data é aniversário do famoso escritor brasileiro, Monteiro Lobato – um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis.

Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio. Assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso, depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: o Sítio do Picapau Amarelo.

Para marcar a data, o Semanário entrevistou Thaís Accioly e Guilherme Mendicelli, escritores jacareienses de livros infantis com lançamentos recentes, que falaram um pouco sobre a data. Thaís é autora de “O Segredo Azul” e “O Jardim da Fada Azul”e contou que seu interesse pela literatura infantil foi algo muito natural. “Na minha casa o incentivo à leitura sempre foi grande. Ganhei meu primeiro livro, de meu avô Luiz, assim que aprendi a ler, o livro era a Chave do Tamanho, do Monteiro Lobato. Depois desse, ele e minha avó Nella, toda vez que nos visitavam em Jacareí, traziam livros e disquinhos de histórias infantis, que eu e minhas irmãs adorávamos. Isso me inspirava a querer escrever também minhas próprias histórias”, narra.

dia nacional do livro infantil

Guilherme, que publicou seu segundo livro “Sofia e seu Cachorrinho Desajeitado”, com apenas 18 anos afirma que seu interesso pelo universo da literatura infantil surgiu da esperança que deposita nas crianças “e na capacidade que eles têm de mudar o nosso futuro pra melhor”, comenta. “Como escrevo, nada mais justo que, através da literatura, eu contribua para a disseminação de mensagens e valores que formem um cidadão melhor.O universo infantil e o poder da imaginação e fantasia das crianças me inspiram. Eles são seres puros, que estão abertos e receptivos a muita absorção de informação. Quero oferecer a eles algo que possa contribuir com a formação intelectual deles” frisou Guilherme.

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Para Thaís, a inspiração de suas histórias também veio do convívio com crianças. “A princípio, as primeiras histórias e poesias, foram inspiradas pelas crianças da família e também pelas crianças com quem eu trabalhava como voluntária, em Jacareí. Depois, quando veio minha filha e meus sobrinhos, passei a escrever para eles, até por que a Mariana, minha filha de 25 anos, adorava histórias recém inventadas, o que era um tremendo incentivo para eu criá-las.Uma outra inspiração foi Cecília Meireles com seu livro Ou isto ou aquilo, bem como a autora infantil Ruth Rocha, com suas histórias na Revista Recreio”, conta.Guilherme também cita Ruth Rocha como inspiração, além de Ziraldo, Monteiro Lobato, Ana Maria Machado, Pedro Bandeira, entre outros.

Monteiro Lobato – “Monteiro Lobato deveria ser referência pra todos autores. Ele foi capaz de unir o mundo fantástico, lúdico e folclórico com a discussão de valores e problemas sociais que são fundamentais na sociedade, não só na época em que viveu, mas que permanecem atual até hoje”, afirma Guilherme.

Para Thaís não é diferente. “Monteiro Lobato é um amor a parte. Afinal li todos os seus livros, mas especialmente, o livro a Chave do Tamanho, marcou minha infância.  A personagem Emília  sempre foi a minha predileta e acho que de muitos leitores também. Mas a fantasia infantil misturada ao folclore e mitos Brasileiros, que temos acesso nas histórias escritas por Monteiro Lobato, inspira, profundamente, meus textos até hoje”, conta a escritora.

“Ele valorizou a nossa cultura, nossa terra e identidade. Isso é fundamental a todos escritores Brasileiros. Sem nenhum preconceito, independente do gênero literário, mas hoje em dia aparece muito escritor brasileiro que escreve história valorizando mais as culturas estrangeiras do que a nossa própria cultura, nossos próprios problemas, paisagem, comportamento, nosso contexto social como um todo. E eu me inspiro nele nesse sentido, busco unir o lúdico à nossa realidade, pensando sempre nas crianças e na mensagem que quero transmitir”, destaca Guilherme.

Os autores jacareienses afirmam que pretendem continuar produzindo obras de literatura infantil. O Livro “O Jardim da Fada Azul”, de Thaís virou história contada no programa  Quintal da Culturae está disponível em PDF gratuitamente, no link: www.ambiente.sp.gov.br/cea/files/2014/11/o-jardim-da-fada-azul.pdf

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