Sem acordo com Chery, Sindicato decide formar fundo de greve

Publicado em 4/5/15 às 4h10
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A segunda audiência de conciliação entre a montadora Chery e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos terminou sem acordo, na quinta-feira, dia 30, no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª. Região, em Campinas. A empresa continua se recusando a assinar a Convenção Coletiva do setor automotivo, o que inviabilizou o acordo.

Na audiência, os únicos avanços foram em relação ao piso salarial e à estabilidade no emprego de três meses para todos os trabalhadores. A montadora aceitou a proposta do TRT, de R$ 1.850, mas rejeitou outras 31 cláusulas da pauta apresentada pelo Sindicato. O piso já havia sido aprovado em assembleia pelos trabalhadores, no último dia 27. O Sindicato também reivindica o pagamento dos dias parados.

Entre os pontos rejeitados pela empresa estão estabilidade no emprego para lesionados e proibição da terceirização das atividades-fim da empresa. A própria assinatura da convenção é rejeitada pela Chery. Como não houve acordo na audiência de conciliação, o caso segue para julgamento, em data ainda não definida.

Sem avanço nas negociações, os trabalhadores devem permanecer em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi iniciada dia 6 de abril e nenhum carro foi produzido neste período. Para dar continuidade à luta dos trabalhadores, o Sindicato vai lançar uma campanha nacional de solidariedade e formar um fundo de greve destinado aos metalúrgicos da Chery. O Sindicato já entrou com pedido de liminar, no TRT, para garantir o pagamento de salários aos trabalhadores em greve.

A empresa informou que ofereceu um reajuste de 54,3% no salário-base, e que em contrapartida, a greve deveria ser imediatamente interrompida, com compensação parcial dos dias paralisados no decorrer do ano. Os demais pontos reivindicados pelo Sindicato seguiriam em negociação, mas o sindicato não aceitou.

chery

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