O último, que apague a luz – Opinião de 05/11/2015

Publicado em 5/11/15 às 9h38
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A lógica do cidadão não é: “pago primeiro pra depois ver melhora”. A lógica do cidadão é: “eu te confiei o meu voto, mostre que você é capaz de fazer muito, com pouco”. E que não se diga que nosso cidadão é medíocre, ou tampouco inculto. É o cidadão. É pra quem você governa, oh Prefeito inigualável em capacidade de saber o que é bom.

A ideia do administrador que faz muito com pouco parece estar distante de nossa realidade, não é? A gente só é cobrado, cobrado e cobrado. Daí vemos dinheiro descer pelos ralos, sem muitos sinais claros de melhora, para que sejamos cobrado em tanto. “Quem realmente precisa está vendo mudança”. Será? Será que o cidadão que mora ali no Jardim Colina está satisfeito com a ideia de que terá que pagar mais uma taxa, sendo que o barro reina e atola a região onde ele mora – que se desvaloriza mês a mês? Será que aquela senhora simples, que mora lá pelos cantões de Jacareí, ou mesmo no Centro, aplaudiu de pé a iniciativa de mais uma cobrança? Não, este povo, nos últimos dias, tem procurado os vereadores e feito sua voz ser ouvida.

Já não é de hoje que falamos: nossa Prefeitura (e digamos nossos Poderes Executivos estadual e Federal também) tem que sinalizar um pouco de solidariedade com o bolso do contribuinte. A primeira e mais radical demonstração seria reduzirem seus próprios salários. Imaginem se não sentiríamos segurança em líderes com tal atitude.

A lógica do cidadão, caros representantes do povo, caros governantes, diz: “vocês montaram uma estrutura corporativista de manutenção de poder e gozaram de dividendos financeiros e políticos para seus partidos. Passamos vista grossa enquanto tudo estava indo bem, e o futuro era esperança. Agora que se provou que seu projeto era fraco em suas estruturas, não venha querer tirar do meu bolso a solução.

Não é uma questão de cálculos (nem nunca foi) definir como se vai solucionar o problema da iluminação pública. É uma questão de paixão. Paixão pela política, amor por Jacareí. Talvez estejamos diante de um fenômeno novo para o ano que vem. Talvez 2016 seja um ano em que a atitude dos políticos que conquistará votos não será fazer obras eleitoreiras até julho de 2016. Talvez, a lógica do povo (que parece ilógica para técnicos em administração pública de nossa cidade) diga: nós acreditaremos que este grupo que está no poder merece nosso voto, se ele provar que consegue se aproximar do povo de verdade. Se aproximar do bolso do povo, da dor no bolso do povo.

A lógica do povo dirá, em outubro de 2016, àqueles que vêem no arrocho público a solução para as finanças municipais: “O último que sair, que apague a luz!”

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