Ex-diretor financeiro-administrativo da Pró-Lar depõe em CPI com outras quatro testemunhas

Publicado em 30/8/17 às 4h41
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Christian Petterson Antunes Lemos, ex-diretor financeiro-administrativo da Fundação Pró-Lar, depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nesta terça-feira dia 29, juntamente com a assistente de serviços municipais, Sandra Maria da Silva, da secretária Renisibeli Valle da Costa e mais dois prestadores de serviços da autarquia de Jacareí.

Todos os citados nesta fase da investigação estão sendo ouvidos na qualidade de testemunhas do inquérito parlamentar.

O ex-diretor já havia sido convocado na terça-feira dia 22, mas um pedido de adiamento feito por seu represente jurídico transferiu a data do depoimento para esta semana. Em ofício encaminhado à Comissão – e acatado por seus membros – o advogado de Christian justificou a necessidade de extensão de prazo para analisar as mais de 3.600 páginas de relatório da Diretoria de Governança e Transparência da Prefeitura, que apontou indícios de irregularidades que ultrapassam R$ 1 milhão em contratos firmados entre a Pró-Lar e empresas prestadoras de serviços de capina e limpeza de terrenos.

Este será o segundo depoimento de Sandra Maria da Silva à CPI. Em 20 de junho, a assistente já havia prestado esclarecimentos ao lado de Andrea Miguel Rocha Faro, gerente de finanças da Pró-Lar. Na ocasião, Sandra informou que os processos de compra dos serviços – desde a solicitação do pedido até a autorização de execução e pagamento ao fornecedor – eram feitos exclusivamente pelo ex-diretor administrativo-financeiro da autarquia, sem o conhecimento ou supervisão do setor de compras, responsável pelo trâmite documental.

“Eu não participei da contratação dos serviços de capina e limpeza de terrenos, não tinha conhecimento desse processo porque tudo era feito sob responsabilidade do ex-diretor. Eram serviços que deveriam passar por mim, mas não passavam”, disse Sandra, que já ocupou o cargo efetivo em comissão de supervisora administrativa do setor de compras da Pró-Lar.

A informação foi ratificada pela gerente de finanças da autarquia, que explicou a forma adotada para aquisição dos serviços de capina e limpeza de terrenos. “O processo (de compra) chegava pronto, empenhado, competia a minha gerência liquidar e pagar os vencimentos”, afirmou Andrea.

Segundo o presidente da CPI, vereador Rodrigo Salomon (PSDB), a prática administrativa mobilizou 66% do fluxo de caixa da Pró-Lar ao longo de 2016 somente para o pagamento de serviços de limpeza de terrenos, percentual que correspondeu a recursos da ordem de R$ 1,01 milhão, provenientes de decretos assinados pela administração municipal anterior para suplementação de crédito à instituição.

Integrantes – Além do vereador Rodrigo Salomon, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é formada pelos vereadores Abner de Madureira (PR), relator, e Juarez Araújo (PSD), membro. A nomeação dos integrantes ocorreu por meio da publicação de Portaria nº 66/2017, feita no Boletim Oficial do Município na edição de 26 de maio deste ano.

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