Grades soltas causam acidente na região central de Jacareí

Publicado em 10/8/17 às 3h46
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As grades de proteção do ralo da Praça Conde Frontim, região central de Jacareí, estão em más condições de conservação. Para evitar que as grades fiquem soltas, a ligação entre uma e outra é feita por arames, mas estes estão enferrujados. Em outros lugares, há ainda espaço sem proteção e grades soltas.

A situação propícia para ocorrência de acidentes não é recente. A munícipe Izilda Pereira de Souza, de 62 anos, sofreu um acidente no local em outubro de 2016. Ela caminhava pelo local, quando ao pisar em umas das pontas de uma grade solta ocorreu o efeito “gangorra”, fazendo a outra extremidade se levantar, acertando sua perna.

“Estava caminhando tranquilamente, quando, de repente, eu pisei em uma das grades, ela levantou e ela bateu na minha virilha. Nisso, eu caí no buraco, mas para me apoiar utilizei o braço, que acabou quebrando por conta do impacto”, conta Izilda. A batida da grade contra a perna causou um afundamento da pele e hematoma.

A munícipe foi aconselhada pelo Tribunal de Justiça Do Estado de São Paulo a procurar um advogado particular, caso quisesse abrir um processo contra a prefeitura. Ela, então, foi aconselhada a fazer um boletim de ocorrência.

“Depois que fiz o boletim de ocorrência, fui encaminhada para o médico legista, que me acompanhou por um mês devido ao estado grave que minha perna ficou. O laudo final só foi dado após 30 dias do acidente”, afirma Izilda. Também foi solicitada perícia técnica no local para averiguar as condições que ocasionaram o acidente.

À época, a Secretaria da Segurança Pública, por meio da Equipe de Perícias Criminalísticas de Jacareí, realizou uma perícia no local e constatou que as grades encontravam-se presas com arames com sinais de oxidação e apresentavam sobreposições nas juntas.

A perícia ainda ressaltou que o local é de grande circulação e que os arames poderiam se desgastar rapidamente e romper. Assim, ainda sugere que “deveria haver um mecanismo que apresentasse menor desgaste e fosse mais seguro para segurar essas grades presas ao solo, de modo a reduzir as chances de ocorrências de acidentes.”

O advogado da vítima, Marcos Vinicius de Carvalho Rodrigues, afirmou que o processo foi aberto contra a Prefeitura de Jacareí por danos ocorridos e danos morais. “A ação também é uma resposta à inércia da prefeitura em solucionar o problema no local”, afirmou.

Ele ainda diz que qualquer tipo de acidente ocorrido por descaso público deve ser denunciado. “O grande problema é que as pessoas não fazem boletim de ocorrência, pois acham que não terão nenhuma resposta”, lamenta o advogado.

A primeira audiência para julgamento do caso de Izilda está marcada para 29 de agosto deste ano. Embora o acidente tenha ocorrido na gestão passada, não haverá empecilhos no julgamento do caso.

Izilda com o braço quebrado após o acidente (Fnte: Arquivo Pessoal)

Izilda com o braço quebrado após o acidente (Fonte: Arquivo Pessoal)

Prefeitura – A Prefeitura de Jacareí informou que a Secretaria de Infraestrutura enviará uma equipe para avaliar as condições do local ainda essa semana. “Após a verificação serão realizadas as intervenções necessárias para solucionar o problema e garantir a segurança dos munícipes”, concluiu.

Quanto ao caso de Izilda, a Procuradoria Geral do Município disse que lamenta o ocorrido e que o eventual pagamento de indenização está sendo apurado judicialmente.

Sobre a sugestão da Polícia Científica de haver outra forma para prender as grades, a Prefeitura informou que avaliará a necessidade de um estudo para este caso.

Buraco entre grades (Fonte: Semanário)

Buraco entre grades (Fonte: Semanário)

Grades presas por arame (Fonte: Semanário)

Grades presas por arame (Fonte: Semanário)

Grades sem arames para evitar efeito gangorra (Fonte: Semanário)

Grades sem arames para evitar efeito gangorra (Fonte: Semanário)

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