Alimentação na infância exige cuidados para evitar males para toda a vida

Publicado em 8/11/17 às 1h26
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Estima-se que cerca de 150 milhões de crianças no mundo sejam desnutridas, sendo que boa parte dos casos é fatal. Há diversos fatores que causam a desnutrição infantil, inclusive alguns deles influentes já na gestação. O desmame precoce, dieta com poucos nutrientes, falta de proteínas, vitaminas e minerais, além da higiene precária de alimentos são os principais agravantes. Crianças acometidas por esta situação têm seu desenvolvimento físico e mental comprometidos, com consequências que podem durar a vida inteira – como deficiência na aprendizagem, problemas nos ossos, problemas de crescimento, obesidade, entre outros.

Uma criança aparentemente obesa não é sinal de alimentação de qualidade. Segundo relatório divulgado recentemente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em parceria com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), estima-se que o sobrepeso infantil atinge quase 10% das crianças menores de cinco anos no Brasil, sendo as meninas as mais afetadas. Mesmo aqueles que possuem sobrepeso podem ter deficiência de vitaminas e outros micronutrientes essenciais para a formação e desenvolvimento. O Brasil apresenta um dos índices mais altos e preocupantes sobre a obesidade: um em cada dez brasileiros sofre deste mal e, para combatê-lo é necessário o empenho da família com cuidados essenciais que podem fazer a diferença.

Desnutrição – A desnutrição é caracterizada como um desequilíbrio na oferta de nutrientes ao corpo, especialmente em relação à falta de proteínas e calorias, que gera uma defasagem nas reservas de alimentos ricos em proteínas ou energéticos, seja devido a uma ingestão insuficiente e inadequada, ou causada pela dificuldade de absorção do organismo.
Segundo Eloisa, diretora do Centro de Educação Nossa Senhora das Graças, a escola se preocupa muito com a alimentação das crianças. “Os professores orientam os alunos em sala de aula para uma alimentação saudável. No recreio, nós proibimos balas, frituras e refrigerantes no cardápio”, comenta.

“No colégio Lopes e Lopes, os professores de Educação Física pesam os alunos no início do ano letivo e acompanham ao longo do ano, orientando uma dieta balanceada”, informa a coordenadora do Colégio Lopes e Lopes, Poliana Peloggia.

Fernanda Máximo, diretora pedagógica do Instituto Máximo, informou que este ano a Coordenadora Pedagógica do Instituto Máximo de Educação, Sonia Alcântara, desenvolveu um projeto de uma alimentação saudável. “Ela trabalhou com os alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I, a campanha de incentivo ao consumo de frutas durante o intervalo. No decorrer do mês, os alunos foram estimulados a acrescentar uma fruta no lanche e como premio recebiam, na agenda, o selo: Parabéns, você comeu uma fruta no intervalo!”, comenta Fernanda.

Já o colégio Santa Inês possui uma nutricionista que elabora um cardápio de acordo com a faixa etária das crianças. Além disso, cada aluno traz de casa uma fruta para comer durante o recreio, informou a diretora do Colégio Santa Inês, Rita Fernandes.

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