Bullying exige atenção de pais e escolas

Publicado em 8/11/17 às 1h25
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De acordo com pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), metade das crianças e jovens do mundo foi vítima de bullying em algum momento da vida. No Brasil, o percentual é 43%. Um em cada dez estudantes é vítima de Bullying nas escolas brasileiras. A pesquisa entrevistou 100 mil crianças de 18 países do mundo.

O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom o suficiente para integrar grupos e isso pode afetar seu desenvolvimento escolar e a escola sozinha não consegue resolver o problema.

Bullying é considerado toda ação que se caracteriza por agressões psicológicas intencionais, verbais ou físicas graves, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. A popularidade desse fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, sendo que também os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas tomaram proporções maiores e mais presentes nas redes sociais.

As formas mais comuns de agressão entre alunos são empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes e mentiras para implicar a vítima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e publicar imagens.

A vítima costuma ser uma criança com baixa autoestima, retraído tanto na escola quanto no lar. Os alvos desse tipo de violência também são escolhidos por alguma característica cultural, étnica e religiosa. Se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação pare.

No dia 20 de outubro um jovem abriu fogo contra os colegas em um colégio de Goiânia/GO. Os primeiros relatos alegavam que o garoto sofria ofensas dos colegas supostamente por não usar desodorante. O atirador era tido como tímido e retraído (foram revelados diálogos com aparente defesa ao nazismo atribuídos ao acusado).

Embora haja uma cultura que sustente a ideia de que suicídio é um ato de covardia, é preciso considerar com muita empatia a decisão de uma criança que, entre 10 e 12 anos, vê a morte como única saída.

Segundo o diretor administrativo do colégio Rezende Rezende, Ely Dall Agnol, o colégio desenvolve um trabalho com os alunos uma vez por mês para falar sobre os problemas entre os alunos. “Uma Assembleia de Classe é feita para lidar com o Bullying. Os alunos escolhem um mediador para falar sobre os conflitos entre os colegas e os professores, sem citar nomes, apenas o gesto que causou algum sentimento negativo. Os assuntos são determinados por uma pauta e discutem o que pode ser feito”, informa Ely.

Segundo Carolina Fortes, coordenadora pedagógica do colégio Objetivo Júnior, o Bullying é muito discutido no colégio. “Uma vez por semana os alunos são convidados à aula de Formação de Valores, que são ministradas pela nossa Orientadora Pedagógica e Psicopedagoga, e tem como propósito, as práticas de valores, que são uma espécie de bússola interior, ou um eixo norteador, que nos aproxima ou nos afasta de pessoas, experiências e atitudes, percebidas como positivas ou negativas, reforçando sempre nosso papel como cidadão para o mundo”, comenta Carolina.
Lidiane Moraes, diretora Pedagógica do colégio Marques Moraes informa que “no colégio desenvolve-se diversas atividades em grupo a fim de estreitar laços de afetividade e desenvolver a boa convivência entre alunos, professores e gestores”.

A Orientadora Educacional do Colégio Anglo Jacareí, Mariana Draschi Rodrigues disse que a questão é fortemente debatida entre as famílias e os alunos. “O Colégio busca identificar e orientar casos de violência física e/ou psicológica entre os alunos do Ensino Fundamental II e Médio por meio de ações que envolvem o setor de Orientação Educacional, responsável pela comunicação entre família e escola; debates interdisciplinares em sala de aula e palestras”, afirma Mariana.

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