Falta de verba ainda é uma das maiores dificuldades para entidades filantrópicas

Publicado em 6/12/17 às 3h42
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O Dia da Criança Especial é comemorado neste sábado, dia 9. A data foi instituída com tal nome para chamar a atenção para crianças portadoras de deficiência intelectual. Em Jacareí, entidades assistenciais sem fins lucrativos trabalham para melhorar a qualidade de vida delas, mesmo com limitações enfrentadas, como a diminuição de verbas e espaços adaptados para as crianças.

A diretora e fundadora da CEPAC (Associação “Criança Especial” de Pais Companheiros), afirma que a maior dificuldade hoje é a questão financeira. “Hoje só temos a verba do município e contamos com a ajuda dos cidadãos através dos nossos eventos. Infelizmente quem doava antigamente não pode doar hoje em dia, mas acredito que o próximo ano seja melhor”, comenta a diretora da instituição, que hoje atende 205 pessoas, entre crianças e adultos.
Um dos fatores que prejudicou as entidades de certa forma foi a mudança na Nota Fiscal Paulista. Antigamente as entidades instalavam urnas em estabelecimentos comerciais e supermercados e recolhiam as notas fiscais sem CPF.

Agora o procedimento é através do site da NF ou através de um aplicativo no qual as pessoas podem escolher a entidade que irá receber a doação.

Miriam Mariano, coordenadora do centro de convivência da ASPAD (Associação de Pais e Amigos do Down), conta que falta lazer para as crianças em Jacareí. “O que falta hoje para as crianças especiais é um lugar de lazer, um parque adaptado ou até mesmo eventos na cidade. A ASPAD trabalha com políticas públicas e dependemos das verbas federais e municipais”, relata a coordenadora.

Helena Rodrigues pinto, coordenadora pedagógica da JAM (Jacareí Ampara Menores) comenta que a entidade depende do governo, da prefeitura e da realização de eventos com a presença de colaboradores. ”Dependemos da verba estadual, convênio com a prefeitura e dos eventos realizados pela entidade, que hoje atende uma média de 200 alunos com deficiência severa. Apesar da Lei da Inclusão, ficou mais restrito para recebermos novos alunos, mas a entidade comporta a capacidade do município” explicou a coordenadora.

A coordenadora ainda comenta que a JAM foca na autonomia e na independência dos seus alunos e que as oficinas ajudam muito na inclusão. “No dia 4 (segunda-feira), tivemos a festa de encerramento do ano com a apresentação dos nosso alunos. Teve coral, dança e apresentação circense com equilíbrio de pratos e bola”, enfatiza Helena.

Uma curiosidade é que as crianças portadoras de deficiência auditiva gostam muito de dançar. Elas sentem o som através da vibração no chão. Crianças portadoras da Síndrome de Down gostam de interpretar peças de teatro e portadores de deficiência física, na maioria cadeirantes, costumam participar de competições esportivas adaptadas às suas condições.

A maioria das pessoas não imagina o quanto se pode aprender com os portadores de necessidades especiais. A alegria de viver, a força interior, a determinação, a vontade de ser feliz e a capacidade de adaptação são mais evidentes nestas crianças.

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