Auditoria identifica irregularidade no Bolsa Família e R$ 1,3 bilhão pagos de forma indevida

Auditoria identifica irregularidade no Bolsa Família e R$ 1,3 bilhão pagos de forma indevida

Publicado em 24/1/18 às 3h27
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Durante uma auditoria realizada pelo Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU), foi identificada fraude em quase 346 mil cadastros do programa Bolsa Família. Também foi constatado que durante 2 anos foram pagos cerca de R$ 1,3 bilhão em benefícios de forma indevida.

Segundo João Gabriel Pereira, coordenador-geral de Auditoria da Área de Desenvolvimento Social, a CGU comparou as rendas registradas em outras bases de dados oficiais com aquelas declaradas no Cadastro Único, para identificar as famílias que teriam fornecido informações falsas.

“Como consequência deste trabalho foi verificado, por meio de cruzamento de dados, que famílias apresentavam inconsistências com base em outras bases de dados sociais que teriam sido ocasionadas no momento do cadastro. Com estes cruzamentos, no momento da declaração, foram identificadas divergências. Estas divergências podem implicar em prejuízo de até R$ 1,3 bilhão pelo pagamento indevido de benefícios”, informa João Gabriel.

Nas situações em que a irregularidade ficar comprovada, depois do processo administrativo, vão ser aplicadas sanções legais, como a devolução de dinheiro e a impossibilidade de voltar para o programa durante um ano. Dependendo do caso, o benefício foi bloqueado ou cancelado.

O programa Bolsa Família foi criado em 2003 no primeiro ano do governo Lula e beneficia famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. São considerados extremamente pobres aqueles que recebem, por mês, até R$ 85,00 por pessoa; e as famílias pobres são aquelas que têm renda mensal entre R$ 85,01 e R$ 170,00 por pessoa, desde que tenham em sua composição crianças ou adolescentes de até 17 anos.

De outubro do ano passado até agora foram cancelados 4,7 milhões de pagamentos sob suspeita de irregularidades. O Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União e o Ministério de Desenvolvimento Social pretendem fazer auditorias todo mês para encontrar novas irregularidades.

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