Base Comum Curricular ainda é um fator decisivo na Reforma do Ensino Médio

Base Comum Curricular ainda é um fator decisivo na Reforma do Ensino Médio

Publicado em 16/2/18 às 3h41
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Na sexta-feira, dia 16, completou um ano o texto que define a implantação gradual do ensino integral, conhecido como Novo Ensino Médio.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação com diretores e ex-diretores de 401 escolas que implantaram o ensino médio em tempo integral no ano passado, 91% deles acreditam no impacto das mudanças e afirmam que houve melhora nas habilidades cognitivas dos estudantes.

O professor e especialista em educação Célio Cunha alerta que somente a aplicação da Base Nacional Comum Curricular não resolverá todos os problemas enfrentados por professores e alunos do ensino médio. “Há uma série de desafios na educação brasileira que precisam ser enfrentados conjuntamente. Não adianta você ter apenas um bom currículo se você não tiver professores, instalações, infraestrutura de escola, participação da sociedade, da família. Ou seja, é preciso que todos os fatores associados à categoria do ensino caminhem juntos”.

Segundo o coordenador de Ensino Médio do Ministério da Educação, Wisley Pereira, ampliar o tempo de permanência do aluno nas escolas ainda é um dos objetivos da reforma do Ensino Médio. “Neste um ano, o ministério da Educação ampliou a oferta de educação em tempo integral para o Ensino Médio, com o Programa Ensino Médio em Tempo Integral, em que nós temos aproximadamente quase mil escolas participando do programa. Nossa intenção é dobrar o número de matrículas de Ensino Médio em tempo integral. Parte do seu currículo já oferece escolha para os estudantes, que já está em consonância com o novo Ensino Médio”, comenta Pereira.

Em janeiro, o governo anunciou a liberação de R$ 406 milhões para o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Com o programa, o governo pretende ampliar a jornada escolar de 800 para 1000 horas, obrigatoriamente. Depois, essa carga anual deve chegar a 1.400 horas, mas não há prazo estipulado para cumprimento dessa meta.

Para aderir ao programa, as secretarias de educação dos Estados e do Distrito Federal devem apresentar um plano de implementação ao MEC. Entre os itens que serão avaliados pela pasta, está o número mínimo de 60 matrículas em tempo integral por ano escolar e carga horária de nove horas diárias. Além das matérias obrigatórias, os alunos podem escolher disciplinas de acordo com o seu objetivo.

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