Febre Amarela ainda gera dúvidas na população

Publicado em 7/2/18 às 5h18
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Segundo dados atualizados do Ministério da Saúde, já foram confirmados 213 casos de febre amarela no Brasil, desde julho do ano passado. Cerca de 81 pessoas morreram da doença neste mesmo período. Entre a população, a febre amarela gera dúvidas, principalmente quando um macaco morre em decorrer da doença.

O Biólogo Horácio Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), afirma que os macacos não têm culpa alguma e são vítimas da doença tanto quanto nós. “Por falta de informação, muitos estão sendo atacados e mortos. Vale sempre reforçar que somente o mosquito é que transmite a doença. Os macacos ajudam as autoridades públicas a identificar áreas onde há riscos de contaminação”, explica o bióligo.

A campanha de vacinação contra a febre amarela em várias cidades do Estado oferece a dose fracionada da vacina. “A dose fracionada protege tanto quanto a dose padrão, mas pelo período de 8 anos. Pessoas que já foram vacinadas com a dose padrão uma única vez na vida não precisam se vacinar novamente. No entanto, a certeza da imunização depende da disponibilidade do registro na carteira de vacinação, caso não tenha, é recomendado tomar a fracionada”, indica Teles.

Corredores verdes ou corredores ecológicos são regiões de mata e rios por onde o vírus tem se disseminado. Segundo o biólogo não há ainda nenhuma comprovação científica de que essa epidemia de febre amarela tenha alguma relação com o surgimento desses corredores. “O mais provável é que a ampliação das áreas com registros de casos humanos e morte de macacos decorreu da movimentação das pessoas de uma área para outra durante os períodos sem sintomas”, ressalta o biólogo. Sobre a febre amarela em áreas urbanas ou silvestres, o biólogo deixa claro que o último registro da doença em área urbana foi em 1942.

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