Ministério da Saúde investiga caso de febre amarela em zona urbana

Publicado em 6/2/18 às 4h56
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Na terça-feira, dia 6, a Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou um suposto caso de febre amarela na zona urbana da cidade. O homem de 35 anos não havia se vacinado e também não viajou nos últimos meses. Segundo o Ministério da Saúde, o caso é investigado por uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. O homem mora na região urbana e trabalha em área rural e qualquer afirmação antes da conclusão dos trabalhos é precipitada.
São Bernardo do Campo é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de fracionamento da vacina de febre amarela. O Ministério da Saúde esclarece que todos os casos registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais. A doença é transmitida por vetores que existem em ambientes de mata por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

A possibilidade de transmissão urbana no Brasil é baixíssima porque todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes e as investigações dos casos conduzidas até o momento, indicam exposição a áreas de matas. Além disso, há coberturas da vacina nas áreas consideradas de risco e uma vigilância que detecta precocemente a circulação do vírus em novas áreas, o que possibilita o início da vacinação em uma determinada região.

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