Moradores permanecem revoltados com paralisação de limpeza em vala

Moradores permanecem revoltados com paralisação de limpeza em vala

Publicado em 22/2/18 às 7h18
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Em novembro de 2017, a promotora do meio ambiente Elaine Taborda entrou na Justiça com uma Ação Civil Público pedindo anulação dos atos administrativos da prefeitura que autorizaram novas intervenções na vala do Jardim Siesta e o impedimento de que a Prefeitura volte a realizar limpezas no local. Os moradores reclamam que o mato está alto, pessoas e moradores de rua consomem drogas no local, utilizam como motel a céu aberto e serve também para a proliferação de insetos peçonhentos.

Segundo Denise M. Vendramini, presidente da Associação dos Moradores do Clube de Campo, após a paralisação dos trabalhos de limpeza, o mato voltou a crescer e os insetos se multiplicaram, correndo até o risco de aparecer o mosquito transmissor da dengue.

“A vala está um matagal novamente, um absurdo. Com a chuva, torna a vala um criadouro de Aedes e outras pragas”, afirma Denise.
Gilberto Conte reclama que o maior problema para ele é passar pelo mato no meio da Rua Missouri. “É perigoso sair a noite por lá. O mato está muito alto, o carro até passa, mas em cima do mato. Tem algumas caçambas que, quando chove, enchem de água e vira um criadouro de dengue. A vigilância sanitária vai até o local, mas ninguém resolve”, ressalta Gilberto.

Na época, os moradores da região não ficaram contentes com a decisão da promotoria e realizaram um abaixo assinado com mais de 250 assinaturas em apoio a Prefeitura para manter os trabalhos de limpeza do local.

A promotora Elaine Taborda comenta que o local é uma área de preservação permanente e que os moradores têm que conviver com a natureza. “Aquela é uma área de preservação ambiental, é necessário que se mantenha a vegetação ao redor do curso natural da água. A Prefeitura não podia chegar lá e colocar as máquinas para limpar a vegetação. Na questão dos insetos, o que os atraí é o lixo jogado pelos próprios moradores”, afirma a promotora.

Em nota, a Prefeitura de Jacareí esclarece que com a liminar concedida, qualquer intervenção na vala para limpeza e manutenção depende de projeto específico com licença prévia da Cetesb. “No corrente ano faremos a limpeza, tão logo a Cetesb conceda a licença”, informa a nota.

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