Qualidade do ar nas cidades brasileiras é discutida pelo Conama

Qualidade do ar nas cidades brasileiras é discutida pelo Conama

Publicado em 1/2/18 às 3h24
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Na quarta-feira, dia 31, a Câmara Técnica de Qualidade Ambiental, órgão do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), reuniu-se em Brasília para discutir as medidas adotadas para melhor a qualidade do ar nas cidades brasileiras. O nível de poluição de ar na cidade de São Paulo, conforme estudos recentes, é o dobro do que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), a reunião não teve resultados positivos e não chegaram a um acordo de prazos e metas.

“Estamos com uma minuta pronta, com base em proposta do Proam feita há três anos, com apoio do Ministério Público Federal, para atualização das qualidades do ar de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por interferência de órgãos estaduais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fiesp, não se definiram prazos para atingir o padrão da OMS”, afirma Bocuhy.

De acordo com um estudo feito pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, a ausência de atualização tecnológica dos motores a diesel e a falta de filtros nos escapamentos dos veículos causam a morte de quatro mil a cinco mil paulistanos por ano, além de 17 mil em todo o Estado. Os gastos do Estado de São Paulo com problemas de saúde decorrentes da poluição chegam a R$ 300 milhões por ano.

A proposta do Proam, em conjunto com o Ministério Público Federal, é de que os padrões de qualidade do ar sejam atualizados, conforme as normas da OMS, em três etapas, em um prazo total de nove anos. “Há um encaminhamento mais próximo com os Ministério do Meio Ambiente e da Saúde, no sentido de adoção de prazos. Mas os Estados nem prazo querem. Vai ser letra morta aprovar uma minuta de resolução sem meta ou objetivo”, diz finaliza o ambientalista.

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