Mulheres da política de Jacareí lamentam assassinato de vereadora do Rio de Janeiro

Mulheres da política de Jacareí lamentam assassinato de vereadora do Rio de Janeiro

Publicado em 15/3/18 às 6h53
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Na quarta-feira, dia 14, a vereadora da cidade do Rio de Janeiro Marielle Franco foi assassinada com 4 tiros na cabeça dentro de um carro por volta das 21h30 próximo ao Centro da cidade do Rio.

Marielle trabalhava pelas minorias e militava em prol aos direitos humanos. Dias antes, ela havia compartilhado uma publicação nas redes sociais denunciando assassinatos de jovens negros por policiais no Rio. A polícia investiga se a morte foi uma execução.

A vereadora havia participado horas antes do evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, no bairro da Lapa. Enquanto passava pelo bairro do Estácio, região central do Rio, o carro em que Marielle ocupava foi emparelhado por outro veículo com bandidos que começaram a atirar. Além da vereadora, o motorista Anderson Pedro Gomes também foi baleado com 3 tiros nas costas e morreu.

A assessora da vereadora foi atingida com estilhaços das balas e teve ferimentos leves.

Suzete Chaffin, secretária geral do PSOL (mesmo partido de Marielle), avalia que a suposta execução aconteceu por causa das denúncias de assassinatos de jovens negros por polícias. “A companheira cai por ter denunciado os crimes praticados por policiais. Nós mulheres do partido temos denunciado o genocídio da população negra. A cada 26 minutos, um jovem negro é morto pela polícia. Marielle era uma grande companheira que lutou pelos negros moradores das comunidades, pelas minorias, pelos direitos LGBTs. Estamos em luta pela sua morte e exigimos a apuração dessa execução”.

Já a Presidente da Câmara de Jacareí, Lucimar Ponciano, avalia como perda o assassinato da vereador. “O campo da política teve uma grande perda. Ela era uma lutadora das causas sociais. Me identifico muito com ela por termos a mesma origem. Estamos em luto”.

A educadora jacareiense Ana Abreu comenta que mulheres lutam como Marielle em todo o Brasil e está indignada. “Essa tragédia que aconteceu no Rio não matou só uma mulher, uma negra, uma socióloga, uma mestre de origem humilde. A tentativa eu acredito que foi de matar as lutas das minorias no país. Ela era a relatora da comissão que iria acompanhar a intervenção no Rio de Janeiro. Foi uma emboscada. Não foi um crime praticado por bandidos como dizem, até porque não a assaltaram. Estavam ali para matar a Marielle. Foi uma execução absurda, mas a Marielle continua no coração e na luta de todas as mulheres deste país”.

O PSOL de Jacareí promove um protesto exigindo a apuração do assassinato da vereadora carioca hoje, às 20h, no Parque Da Cidade Jacareí.

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