Ruas de Jacareí se transformam em rios com forte tempestade

Publicado em 28/3/18 às 4h35
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Na tarde de segunda-feira, dia 26, Jacareí foi surpreendida novamente com a forte tempestade que atingiu a cidade. Diversas ruas do centro, bairros e parques ficaram alagados, sem contar os córregos que não suportaram o volume de água e transbordaram. A chuva começou por volta das 15h30 e durou cerca de duas horas.

De acordo com a Defesa Civil, foram registrados 40 chamados e choveu cerca de 30.2 mm em menos de duas horas, volume muito superior à média acumulada de 5 a 10mm em três dias. Segundo o gerente de Defesa Civil, José Luis Martins de Toledo, o monitoramento das áreas de risco na cidade é um trabalho contínuo.

Munícipes que trabalham na Rua Ramira Cabral, registram novamente o estado em que a rua ficou com a chuva. Lojistas comentaram nas redes sociais que o local virou um rio. Carros parados na rua e em um estacionamento ficaram com água até mais da metade. O mesmo aconteceu na Avenida Nove de Julho, na altura do parque dos Eucaliptos que virou um lago.

Pessoas que estavam na Biblioteca Municipal ficaram ilhadas até a água abaixar.

Bairros como Jardim Luiza, Jardim Emília, Jardim das Indústrias, Santa Maria, Parque Itamaraty, Jardim Ésper e Vila Pinheiro registram pontos de alagamentos. No Jardim Luiza, um córrego transbordou e alunos e funcionários da EMEI Guaraci da Rocha Simplício precisaram ser socorridos pelo corpo de bombeiros. As aulas foram suspensas até a quarta-feira, dia 28.

Na terça-feira, dia 27, a secretária municipal de Educação, Maria Thereza Cirino, esteve no local para coordenar a limpeza e desinfecção. Máquinas e caminhões das secretarias de Infraestrutura e de Meio Ambiente trabalharam na remoção de entulhos e móveis que foram destruídos pelas chuvas.

A região do Jardim Ésper, próximo ao UPA 24h, também ficou alagada. Além de quedas de dois muros, sendo um no Cecap e outro no Cidade Salvador e, ainda, a queda de barreira na Avenida Davi Monteiro Lino.

O estudante Lucas Vinícius de Azevedo Pereira conta que ficou preso no trânsito com a família. “A subida da [UPA] Dr. Thelmo estava toda alagada e não tinha como sair com o carro dali. Fiquei cerca de uma hora parado no trânsito”, afirma o estudante.

O operador de telemarketing Jailson Dias também ficou preso no trânsito. “Todas as entradas da cidade estavam travadas. O ônibus em que eu estava vem pela Dutra e costuma entrar na altura da Unip, mas por causa do trânsito ele deu uma volta e entrou na Castelo Branco. Tudo Parado também”, comenta Jailson.

Para atender a população, a Prefeitura colocou em ação o PPDC (Plano de Prevenção da Defesa Civil). Conforme o relatório da Secretaria de Assistência Social 95 pessoas de 33 casas precisaram de atendimento das assistentes sociais em situação de emergência.

A Defesa Civil reforça que é fundamental a desinfecção do imóvel invadido pelas chuvas para evitar contaminação por doenças como a leptospirose. Nesse caso, mesmo que o morador não tenha necessitado do auxílio da Defesa Civil é preciso buscar a orientação na Vigilância Sanitária.

Para ajudar os moradores das casas que foram invadidas pelas chuvas, voluntários se mobilizaram e montaram um posto de arrecadação no Colégio Atenas Paulista, localizado na Rua Tupinambás, nº 315, Jardim Luiza. Estão sendo arrecadados alimentos, vestimentas, roupas de cama, mesa e banho e produtos de limpeza.

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