Alta do dólar impacta preço nos supermercados; aponta APAS

Publicado em 24/5/18 às 11h54
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Com a alta do dólar ocorrida recentemente, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) considera que os preços nos supermercados poderão ser impactados de forma contida, mas não o suficiente para aumentar o índice de inflação mensurado no setor, que permanecerá contido nos próximos meses.

O economista da APAS Thiago Berka explica que o aumento será sentido pelo consumidor em alguns grupos de alimentos, como por exemplo os produtos importados ou que possuem ingredientes importados em seu processo de fabricação.

Ainda de acordo com a associação, um possível aumento pode ocorrer de forma mais branda e especialmente no segundo semestre do ano. A especulação acontece devido ao câmbio de dólar ter sido cotado por mais de 15 dias seguidos a mais de R$ 3,70.

O trigo é um dos produtos que pode sofrer com o impacto por conta de ser importado e ter seu preço fixado em dólar, por ser uma “commodity”. “Como é matéria prima de massas e panificados, este grupo de alimentos costuma ser um dos principais a apresentar variações”, comentou Berka.

Artigos de higiene e beleza e produtos de limpeza, que podem ser fabricados com componentes químicos derivados do petróleo e, portanto, importados e cotados em dólar, também podem sofrer com a alta do dólar e ter um leve repasse nas prateleiras.

Com relação às carnes, a exportação se torna muito atrativa para a forte agroindústria brasileira. Já com as aves, o embargo atual que vem acontecendo na União Europeia fez com que houvesse inundação no mercado interno de frango e derivados, resultando na redução de 14% no preço desse alimento. Desse modo, com a população consumindo mais frango, as proteínas suínas e bovinas acabam perdendo demanda e tendem a baixar o preço para não perder espaço no mercado.

“De modo geral, a Associação Paulista de Supermercados analisa que o Índice de Preços nos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE, não sofrerá grandes impactos devido justamente ao comportamento do grupo das carnes, que irá segurar os preços dos alimentos como um todo”, finalizou o economista da APAS.

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