Jacareí tem rejeição de 70% contra proibição de sacolas plásticas, aponta pesquisa popular

Jacareí tem rejeição de 70% contra proibição de sacolas plásticas, aponta pesquisa popular

Publicado em 5/7/18 às 4h26
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Foi apresentado ao legislativo de Jacareí o projeto de lei que proíbe a distribuição gratuita ou a venda da sacola plástica a consumidores. Com a justificativa de que a sacola plástica, usada no comércio, é um resíduo que causa grande impacto e degradação ao meio ambiente, o projeto de lei nº 48/2017 aguarda inclusão na Ordem do Dia para que seja apreciado pelos vereadores, em Plenário.

Para saber a opinião dos jacareienses sobre o assunto, o vereador Luís Flávio do Partido dos Trabalhadores (PT) realizou uma pesquisa popular. O resultado demonstrou que 70,5% dos cidadãos são contrários à proibição quanto ao uso, distribuição e comercialização de sacolas plásticas não-biodegradáveis em substituição ao uso de materiais recicláveis ou produtos reutilizáveis em Jacareí.

Os dados da pesquisa, realizada entre junho e dezembro de 2017, foram publicados no dia 28 de junho pelo gabinete do vereador e teve a participação de 468 entrevistados em supermercados, lojas, feiras-livres e pelas redes sociais.

O projeto de lei tem autoria da presidente da Câmara Lucimar Ponciano (PSDB), que recomenda que os estabelecimentos comerciais substituam as atuais sacolas e estimulem o uso de embalagens reutilizáveis ou biodegradáveis que não prejudicam o meio ambiente.

Meio Ambiente – No mundo inteiro são consumidas, atualmente, entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas. No Brasil o número chega a 1,5 milhão de sacolinhas distribuídas por hora, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.

Ainda segundo o ministério, as sacolas plásticas são o maior vilão do meio ambiente e seu consumo é excessivo. Para a produção das sacolas são consumidos petróleo ou gás natural, água e energia, liberados efluentes (rejeitos líquidos) e emissão de gases tóxicos e do efeito estufa.

O descarte desse material é feito de maneira incorreta, aumentando a poluição e ajudando a entupir bueiros que escoam as águas das chuvas ou indo parar nas matas e oceanos, onde são ingeridas por animais que morrem sufocados ou presos nelas. O olhar sobre um produto tão corriqueiro no dia a dia deve ser mais desenvolvido para transformar os hábitos de consumo.

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