ALMIR SATER CANTA CLÁSSICOS DE SUA CARREIRA E NOVOS SUCESSOS.

ALMIR SATER CANTA CLÁSSICOS DE SUA CARREIRA E NOVOS SUCESSOS.

Publicado em 25/10/18 às 12h17
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Nesta quinta-feira, 25/10, Almir Sater sobe ao palco em São José dos Campos acompanhado por sua viola caipira e mostra ao público alguns clássicos de sua carreira, como “Tocando em Frente”, “Chalana”, “Trem do Pantanal” e os projetos mais atuais AR (Grammy Latino 2016) e +AR (2018) em parcerias com Renato Teixeira, “D De Destino”, “Bicho Feio”, “Assim Os Dias Passarão”, “Venha Me Ver”, entre outras.

O músico possui um carisma inexplicável e sua personalidade simples faz com que seja ovacionado pela plateia, seja interagindo com o público, contando ‘causos’, ou cantando grandes canções. Isso tudo sem deixar de lado a técnica ímpar e o magistral toque de viola, indispensáveis nas suas apresentações.

A interação com o público flui tão natural que a impressão é de ter estado na sala de visitas do artista, completamente à vontade num tom mais intimista.

O show acontece às 20h na ADC da Embraer, com vendas de ingressos na loja ADC Embraer no Vale Sul Shopping: Av. Andrômeda, 227 – seg. a sex., das 14 às 20h; Padaria Pão de Queijo: Av. Ademar de Barros, 1.075 – de seg. a sex., das 17 às 22h ; Ingresso Digital: www.ingressodigital.com.

Informações: (12) 99681-2286
ALMIR SATER – Almir Sater nasceu em Campo Grande (MS) e se destaca em sua trajetória, como um dos responsáveis pela valorização da viola de 10 cordas, mais conhecida como viola caipira, base de criação da música caipira. Suas composições refletem o popular e o erudito de maneira ímpar, como jamais se ouviu na MPB.

O interesse pela viola surgiu, quando foi estudar Direito na Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, ao passar pelo Largo do Machado, reduto nordestino da cidade, onde ouviu duplas regionalistas que se apresentavam no local. Na solidão da cidade grande, descobriu no instrumento sua grande amiga e companheira, foi quando percebeu que não seria mais advogado, então retornou para Campo Grande, e dedicou-se completamente ao estudo do novo instrumento.

O contato com a gente da terra favoreceu a pesquisa de novos ritmos, novos sons, a compor melodias que retratam a alma caipira de forma poética e as manifestações folclóricas incutidas na cultura pantaneira, música raiz, das paisagens bucólicas e vida cotidiana. Em 1981, gravou seu primeiro disco, “Estradeiro”, e não parou mais, sendo um dos artistas mais respeitados em seu meio.

Em 1988, o músico participou do Free Jazz Festival ao lado de nomes sagrados da música mundial. No ano seguinte, abriu o evento no Rio de Janeiro. Daí para Nashville (Estados Unidos), a Meca da música country mundial, foi um passo. A liberdade de ação junto aos músicos americanos foi rapidamente absorvida, o que resultou no LP “Rasta Bonito”.

Nos anos 90, o público e a crítica especializada se renderam ao artista novamente, e o reconhecimento veio através do 4º Prêmio da Música Brasileira (1991), agraciado como Melhor Solista e as canções “Moura”, como Melhor Música Instrumental, e “Tocando em Frente”, como Melhor Canção da MPB, gravada por Maria Bethania, esta de autoria dele e de Renato Teixeira.

Sua popularidade aumentou ainda mais ao ser convidado para participar da novela “Pantanal” (Rede Manchete) e devido ao grande sucesso voltou à telinha em 1991, como protagonista da novela “Ana Raio e Zé Trovão” (Rede Manchete). Em 1996, convidado pelo próprio autor Benedito Rui Barbosa, estrelou ao lado de Antonio Fagundes, a novela O Rei do Gado (TV Globo), na pele do personagem Pirilampo. Em 2006, Almir Sater lançou o seu CD “7 SINAIS” e fez parte do elenco da novela “Bicho do Mato” (TV Record).

Desde então, viaja por todo o país com seus shows e sempre presente nos espetáculos e eventos tradicionais das cidades. Em dezembro de 2015, gravou o Álbum “AR” pela primeira vez, em conjunto com Renato Teixeira, amigo e parceiro musical de longa data, e logo o projeto caiu nas graças de público, imprensa e crítica especializada e foram premiados em 2016, como Melhor Dupla Regional pelo Prêmio da Música Brasileira e, em seguida, como Melhor Álbum de Música Raízes Brasileiras no Grammy Latino.

Felizes com o reconhecimento do trabalho, Almir e Renato logo emendaram outro projeto, “+AR”, em 2018, dando continuidade ao refinado “AR”, com 10 músicas inéditas e lançado pela Universal Music em todas as plataformas digitais, em março passado.

Gravado na Serra Cantareira, em São Paulo, e em Nashville, nos Estados Unidos, o disco de linguagem solta foi produzido por Almir e Eric Silver, norte-americano e multi-instrumentista que navega do folk ao country moderno e o rock Anos 70, sem deixar de flertar com o purismo da música caipira ou perder sua essência.

Ainda que tenha alcançado a excelência técnica, Almir não deixa a emoção de lado, assim como valoriza a técnica que, se obtém com a eletrônica moderna e os efeitos dos sons de laboratório, porém, quando sobe ao palco, não existem montagens, ele pega na viola e o som flui suave e naturalmente e desperta emoções diversas.

 

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